quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Mais uma vez, o Nióbio

Brasil com uma grande e oportuna riqueza. Estamos perdendo bilhões de dólares em nossa receita, desperdiçando esse filão de ouro que ainda está praticamente intocável em nosso território. Trata-se do precioso minério chamado NIÓBIO que a moderna siderurgia emprega em ligas para fabricar aços especiais com dureza e leveza necessária às naves espaciais, aos foguetes interplanetários, às turbinas de aviões, aos armamentos bélicos, aos sofisticados equipamentos da medicina, enfim, um sem número de utilidades no campo estratégico da ciência mundial da atualidade.
Para uma ideia de grandeza basta saber que o nosso país possui 98% de jazidas desse mineral ficando o Canadá com os restantes 2%. A avalanche das nossas jazidas encontra-se na Amazônia brasileira, na região de São Gabriel da Cachoeira e Raposa Serra do Sol, restando, ainda, algumas ocorrências desse minério em Araxá - MG precariamente explorada por uma empresa privada, associada a grupos da China, Coréia e Japão. Esta associação para extração, exportação e comercialização do nióbio é altamente danosa aos interesses econômicos do Brasil. Não há controle de produção e quem dita o preço no mercado mundial é a atravessadora Inglaterra.
Os países que utilizam o nióbio em suas indústrias, principalmente os Estados Unidos da América, que importam 10,5 mil toneladas anuais desse minério, sendo 83% oriundos do Brasil, mas os indicadores do Conselho Nacional de Produção Mineral acusam somente 500 toneladas exportadas pela mineradora de Araxá (matemática difícil de explicar) ficam felizes e agradecidos com o descaso das nossas autoridades ao desperdiço de tão preciosa riqueza.
O cidadão comum, conhecendo os descaminhos deste absurdo, fica colocando caraminholas em sua cabeça, indagando aos céus o que tem de escondido nos escaninhos secretos do nosso governo, que vira as costas para esta constatação. Será que estamos necessitando de uma Operação Lava-Jatos para o Nióbio?
José Batista Pinheiro – Cel Ref EB (Rio de Janeiro, 19.10.2016)
O futuro da humanidade depende disso. E sem nióbio quase impossível.

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