sábado, 4 de junho de 2016

Como fabricar um porteiro novato para um curral eleitoral velho!

A primeira providência é detectar quais os maiores problemas de uma comunidade, depois verificar quem são as pessoas (não políticos) que se interessem realmente em trabalhar para o povo, honesto para consigo mesmo, reconhecido como honrado nesta localidade e que deseje disputar uma vaga na câmara.
Entre estes se buscam os mais populares e começa o cerco, verificam-se com quais ações ele aparece na comunidade, o que precisa para que estas ações sejam mais eficientes, pronto; está armado o quadro número um.
Chama-se o dito cujo, e se propõe uma parceria, eu te ajudo e você a mim.
Vou prover financeiramente suas ações sociais e seremos parceiros. Se o dito cidadão aceita tudo bem, não falta dinheiro para suas necessidades de campanha.
Com a experiência o “benfeitor” que já identificou quais as necessidades mais prementes da comunidade começa a formação do “homem que trabalha pelo bem do povo”, caso não aceite ai tudo será feito para desacreditá-lo e aos seus trabalhos, Se possível denegrir sua imagem ante a comunidade.
Mais manter um curral eleitoral não é barato, o vereador, deputado ou prefeito tem que manter um pequeno exército de lambe varas em cada localidade para que passem os quatro anos de seu mandato elogiando ou buscando formas de minimizar os erros do padrinho.
Muitas vezes é mais fácil tirar deste exército um “           lambe vara” um de boa aparência, loquaz e transformá-lo num líder comunitário. O padrinho conhece sua fidelidade quase canina sabe que pode investir porque o investimento terá retorno.
Assim vão surgindo os novos porteiros para currais velhos.
O que falta na localidade que “não existe”?
Vamos começar pelo que mais atinge o ser humano, saúde!
Primeiro se produz o coas, faltam médicos, exames mais complexos, tratamentos especializados. Assim os cidadãos do lugar que não existe ficam obrigados a buscarem por estas coisas noutro lugar, fora do município. Então começa o drama; não tem como, sem dinheiro para pagar veículos especiais para o deslocamento o cidadão se vê só e abandonado, ai aparecem os novos porteiros para currais velhos, disponibilizam veículos (mantidos pelo padrinho) para levar, espera e trazer os cidadãos necessitados, ajuda na compra de remédios que muitas vezes saem das farmácias públicas.  Facilmente encontrados por eles mais inacessível aos cidadãos. Uma cirurgia primária que é paga pelo Governo Federal mais que pelo volume tem longo período de espera mais, facilmente contornado pelo Dr. Vereador ou deputado padrinho ou como em muitas vezes acontece o médico é o candidato. A locomoção é garantida o padrinho facilita a compra de um carro, paga as despesas de gasolina e motoristas (ou este trabalham esperando que seu “porteiro” seja eleito e lhe consiga uma boquinha, um CC 4 para ele ficar quatro anos sentadinho numa praça fazendo propaganda do “porteiro”.
Na localidade que “não existe” vários pontos alaga, invade as casas porque o poder público não faz sua parte, sempre manda dois três homens fazer a limpeza de canais, valas, canaletas, esgotos, limpezas de linhas d’água e precariamente canais mesmo sabendo que estas ações serão irrelevantes. Detectada mais esta necessidade o candidato a “porteiro de curral” fala com o padrinho que com alguns telefonemas consegue enviar máquinas, caminhões e homens ao local (que não existiam) os porteiros sempre á frente vão aos poucos se firmando como líderes trabalhadores incansáveis em beneficio da localidade que não existe. Na localidade que “não existe” com uma população maior que a de 117 dos 185 municípios do Estado de Pernambuco, também não existe: Posto bancário, correios, delegacia ou posto policial, mais tem mais de 12.000 votos suficientes para eleger até dois vereadores ou mais. Porém a ação desses porteiros e padrinhos volatiliza tanto este número de votos que quase sempre a localidade que “não existe” não consegue eleger um representante.
Assim, caso o porteiro não consiga ser eleito pelo menos o padrinho tem certeza que terá um fiel cão de guarda do seu curral.
Na mentalidade dos moradores da localidade que “não existe” dentre tantos apenas duas ou três pessoas estão capacitadas a dirigir o município, existe até uma cultura de que se não for nascido e criado no município não presta. Até hoje quem mais fez por Pernambuco sequer era brasileiro.
Hoje o Cabo perdeu uma cidadã por falta de uma ambulância UTI para transferi-la da Mista ao Otávio de Freitas. De quem é a culpa? Nossa! Das nossas escolhas, da nossa incapacidade de ver o obvio. A cada quatro anos travestidos de salvadores do povo os ávidos de poder saem da hibernação que viveram três anos e meio, investem fortunas propagando seus nomes e focinhos mais, nenhum deles usa seu poder e parte do dinheiro que tão facilmente ganham do povo (*que não tem) para salvar uma vida.
Como se não bastasse a partir de agora tudo na localidade que “não existe” vai ter coisa que nunca teve, imaginem academia para melhorar saúde da população coisa que a localidade nunca teve apesar de pleitear sempre. Lembrem apenas duas coisas:
1)     Político não é autoridade é empregado do povo e no nosso caso, empregados bem ruins.

2)     Devem ser trocados sempre perla mesma razão que as fraudas dos bebês. 

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