domingo, 8 de abril de 2012

FESTA DA LAVADEIRA!

A festa da Lavadeira começou a acabar no início das obras do pólo turístico do Paiva, desde o início estava claro que o Brasil de hoje é excludente e divisionário. O Paiva inclusive a praia é para os milionários. Pelo complexo, pobre só passa por ainda existir algumas leis naquele livrinho falsificado e modificado cada vez que um grupo de deputados, senadores ou presidente da república precisam alterá-lo para conseguir alguma coisa, a constituição brasileira é mutável, adaptável, ela tem que se adaptar aos interesses mercadológicos, por estas linhas que ainda restam é que o pobre continua passando, breve não!

Como não sou advogado (espie, só estudei até o médio), seria interessante consulta ao livrinho para saber até que ponto aos olhos dos direitos ambientais as construções do Paiva são inconstitucionais visto que em alguns pontos impedem o livre acesso dos cidadãos nativos à praia e consequentemente ao mar, ambas, propriedade de todos os brasileiros e não apenas de brasileiros e estrangeiros milionários.
A Festa da Lavadeira é um marco cultural, é livre manifestação popular de suas alegrias, comportamentos e religiosidade de raiz.
A mudança e aceitação do endereço da festa para um local desprovido de qualquer sentido (visto a religiosidade alma da festa) descaracterizam o evento.

Idealizador (es), organizadores, apoiadores, freqüentadores, porque não se levou a Festa para a beira mar de Itapuama, exigindo dos milionários investidores do Paiva a mudança de tudo (físico) que tivesse relação com a religiosidade da festa, se iriam gastar dinheiro comprando imóveis, construindo uma nova casa da lavadeira e ao seu redor abrindo um espaço a beira mar com as mesmas dimensões que a festa ocupava.
Os incomodados são os milionários, empreendedores, investidores e todos que ganharam muito com concessões de licenças ambientais, então que em contrapartida, providenciem um espaço (Itapuama-Xareu-Gaibu), em respeito ao povo, seus valores culturais e religiosos.
Um espaço cultural permanente, visto que a Festa da Lavadeira é profano/religiosa, nada impediria que este espaço servisse a todos os eventos, Grandes shows, Natal, São João, carnaval, criando-se a Ass. Cultural Festa da Lavadeira – responsável pelo Pátio de Eventos (Nome escolhido pelo povo, político não pode, não vai se encontrar um que mereça).
A Ass. Se manteria com os valores arrecadados por eventos, uma subvenção da prefeitura e do governo do Estado, já que ambos estão juntos nessa empreitada, e o Pólo Paiva entraria com outra parte, todas com valores determinados instituídos por lei e reajustados anualmente por índices oficiais.
Os responsáveis pela Associação seriam eleitos a cada dois anos sendo que: faltando três meses para completar o período, fosse efetuada a eleição dos novos dirigentes e estes, (os novos) fariam uma devassa financeira e patrimonial na Associação acompanhados por representantes do MP, Prefeitura, Governo do estado (TCE) e indicado pelo Complexo Paiva.
Com isso se evitaria o que acontece com as prefeituras e governos, sempre que um sai o que entra diz que recebeu um buraco, que só será identificado pelo TCE, dez anos depois quando o safado já terá roubado por mais tantos anos que poderá pagar o que foi desviado com o produto do roubo.
A Ass. Também disporá em seu estatuto a possibilidade do Recall, se 5% dos que elegeram uma diretoria se pronunciarem exigindo nova eleição esta será feita, o resto segue o que reza a maioria dos estatutos.
Porém, tendo em vista que o povo não conhece seu direito, não reconhece que todo poder emana dele para ele e por ele é exercido, fazer o que?        
                 

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