sexta-feira, 31 de julho de 2009

SERIA HILÁRIO SE NÃO FOSSE TRÁGICO.


Profissionais altamente qualificados biólogos, engenheiros florestais, civis, advogados e mais incontável número de outros “ologos,eiros,ados” participando de uma peça teatral de quinta categoria deixando de lado parte da ética apresentam as comunidades atingidas pelo traçado da estrada BR101 / Barra de Jangada relatório de impacto ambiental baseado em dados de cinco anos atrás, e dando como única e melhor alternativa deste a passagem margeando o Rio Jaboatão, para satisfazer os interesses do projeto particular tendo ainda a cara de pau de se derramarem em elogios ao governador que irá como o dinheiro do povo viabilizar (da forma que mais atenda os desejos dos proprietários do Paiva). Se depender das pessoas e entidades que se encontravam na audiência, E se o MPPE, como sempre atento e defensor dos direitos dos cidadãos e coletividades, tendo assistido a vergonha a que se propuseram passar estes “ologos, eiros e ados” ao serem chamados de mentirosos em coro pelos presentes, formará ao lado do povo e esta alternativa não será aceita, sendo ele mesmo a não aceitar esta alternativa.
A estrada Curcurana tem sido contestada a mais de dez anos, sem que nada tivesse sido feito para minimizar os riscos de acidentes e mortes que já ocorreram exatamente por estes mesmos engenheiros (DER) para atender pedidos dos políticos abriram esta estrada desobedecendo todos os parâmetros da engenharia rodoviária, tornando-se mais uma marco da capacidade duvidosa dos profissionais da área.
Mesmo sem entendimentos técnicos as comunidades presentes a audiência pública a convite do CPRH para apresentação, provável aprovação e conivência com mais este crime ambiental, foram taxativas. Não!
Diretores do DER que altamente qualificados (vide giradores de Prazeres “Vitarella” e BR101- prx. a 51), dando seus pareceres, esquecendo que a “obra de arte da estrada de Curcurana, sem acostamento, faixa de rolamento para duas mãos que só cabem um veículo por vez, com postes a menos de 50cm da faixa de rolamento foi obra sua.
O CPRH, vigilante e defensor do ambiente no estado acata o relatório e aceita a degradação do manguezal como se não fosse o culpado maior, se o rio esta poluído, porque não impede que o poluam? Fácil muitas das empresas que poluem têm como se diz muito corretamente; costas quentes.
CPRH e IBAMA, se um homem for pego retirando uma vara de mangue vai preso. Mais nas terras da antiga fábrica de pólvora que pertencem aos mesmos donos do Paiva, toda mata esta sendo devastada para retirada de areia, e eles sabem, helicópteros sobrevoam esta áreas e vem o crime, empresas em Pontezinha avançam sobre o mangue ai vem a teoria dos “ologos” para cada vara de mangue tirada plantam-se duas. Isto é lindo.
A audiência foi para apresentação deste estudo, as comunidades não aceitaram até mesmo a alternativa de construção de elevado (do autor desta matéria) foi descartada e desvirtuada, pois em hora alguma mencionei que o elevado passasse sobre o mangue, o elevado seria construído na parte mais populosa de Pontezinha tendo inclusive locais onde as colunas não cairão em áreas de habitação (digo, antropizada habitacional – “para falar como os técnicos”).
Mesmo que a duplicação seja terrestre e se tenha que indenizar centenas de habitações isso não é problema. Se o governador desejar construir uma casa de praia e tiver que desapropriar, isto será feito e nem será levado em conta o valor, que nesse caso específico ainda tem uma atenuante, os maiores interessados no projeto Paiva poderão cair ai com uns 70% do valor.
Sobre o impacto social que isto causará não será tão grande como o ambiental se for margeando o rio, pois impactos sociais podem ser corrigidos e minimizados com políticas e ações públicas “neste caso em no máximo três anos” já o ambiental mesmo nossos conceituados biólogos dêem mamadeira aos caranguejos, e mariscos isto levará vinte anos e nunca será como era.
Alegar que a área de mangue a ser retirada com a duplicação é maior que a outra é até aceitável, porém nosso ilustre biólogo esquece que na duplicação a faixa de mangue retirada é secundária e não primária e esta será normalmente recuperada mesmo com muito tempo pelo ir e vir das marés.
Outra coisa importante, a estrada margeará o rio distando cem metros como área de segurança, nesta área nada poderá ser construída, em termos. Pelos pobres que poderiam retirar de lá o sustento mais quando o projeto Paiva estiver totalmente pronto quando aquilo se tornar um paraíso do turismo (avaliado em 16 bilhões de reais) os vereadores, deputados, e demais membros desta corja construirão suas casa de repouso onde poderão tendo acesso ao rio colocar suas lanchas para desfilar no Paiva, e mesmo que seja proibido sempre se dará um jeitinho afinal será um favor a sua incelença ou quem sabe até de uma diretor do CPRH, IBAMA secretário do Meio Ambiente para poder estar perto e fazer pesquisas?
Tudo que consegui ver, ouvir é que a obra tem o apoio de todos mais sendo duplicada.
Pela margem do rio jamais.
Se a COMPESA tem seus tubos adutores por lá que retire, todos no governo sabiam da necessidade de duplicar esta estrada então porque colocaram?
Apenas mais uma observação: Senhores, ilustres e qualificados técnicos, vendam vossos conhecimentos e trabalhos, vossas honras nunca.

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