sexta-feira, 13 de novembro de 2015

UMA QUESTÃO DE PONTO DE VISTA!

Nunca aceitei muito o fato de medir a capacidade ou o potencial de uma pessoa á frente de uma pasta seja municipal, estadual ou federal por sua naturalidade. Não entendo o porque de muitas pessoas se aterem à máxima "forasteiros fora", também não compartilho quando muitos alegam que para ser secretário de saúde a qualquer nível a pessoa tenha que ser médico, o da defesa ser um coronel ou general, o de programas sociais um assistente social, não! Até porque o secretário da saúde não vai operar, o da defesa não irá às ruas combater o crime e não será o da ação social que identificará e catalogará áreas e pessoas em seus diversos níveis de risco. 
Porém convenhamos; se prefeito, governador ou presidente fosse jamais colocaria à frente da corregedoria geral uma pessoa que não tivesse pelo menos intimidade com os problemas da pasta.
Seria mais ou menos assim: Eu seria nomeado secretário da cultura primeiro por ser amigo do prefeito depois, porque não se conseguiu trazer Mestre Ariano. Colocar um coronel de carreira na pasta da defesa por ser coronel, antes que se analisassem os serviços prestados por ele, não diretamente no combate ao crime mais por quais programas idealizados implantados e desenvolvidos por ele que tenham a tido a eficácia desejada. Valorizar ainda que houvessem pontos a serem questionados mais que no conjunto da obra os benefícios a comunidade fosse mais positivo.
Hoje sem desmerecer muitos de nossos intelectuais, deixamos ao sabor da maré um pessoas que dentro de sua área poderia não apenas transformar mais dar, além da devida importância à pasta a visibilidade necessária para que se desenvolvesse à altura do nosso município.
Quantos podem reunir personagens tão significativas da cultura pernambucana quanto este? Seu circulo e sua influência entre artistas, autores, compositores dentro e fora do nosso município cada dia se expande, o nome e a força aglutinadora de sua personagem ultrapassam fronteiras, dentro, valoriza e reaviva com tamanho fervor manifestações das mais simples às mais elaboradas dá animo, reacende a chama do amor pela raiz cultural desprezada, menosprezada e muitas vezes rebaixada. Força só possível a quem vive estas manifestações no dia a dia,faz delas sua bandeira e assim ajunta admiradores. 
É! Estou falando do filho adotado do Cabo, Antônio Sérvulo, o mesmo do carro de boi, o Veio Abidoral. 
Não que venha ser secretário, jamais, uma posição dessas  se necessita antes de tudo de muito apoio, principalmente num país que a presa muito pouco, mais que devemos buscar uma forma de ajudar a manter azeitadas as rodas do carro de boi, isso sim. É garantia de visibilidade para cultura cabense e pernambucana.

Walmir Chagas, Rui Sarinho, Ivan Ferraz e Neneu de Carvalho. 
É disso que precisamos um embaixador capaz de impulsionar e valorizar nossa cultura, nossos artistas, nossas manifestações mais puras.   
             

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